"UMA MENTE EXPANDIDA PELO CONHECIMENTO JAMAIS RETORNA AO SEU TAMANHO ORIGINAL"

"UMA MENTE EXPANDIDA PELO CONHECIMENTO JAMAIS RETORNA AO SEU TAMANHO ORIGINAL"

quarta-feira, 12 de julho de 2017

VOCÊ SABE QUE DIA É HOJE?


Como exatamente as civilizações antigas, decidiram que uma semana teria 7 dias? Foi convencionado? Foi sempre assim? Tem a ver com religião? Mas qual religião?


As civilizações antigas se orientavam pelos astros, principalmente sumérios e babilônios, e com isso começaram a analisar a lua, seus ciclos, e perceberam que cada fase levava em média 7 a 8 dias, num total de 29 a 30 dias,  dai surgiram os padrões para a semana e para o mês (também chamado de uma lua).




E perceberam que cinco "estrelas" se moviam no cosmo, acharam que eram seus deuses se deslocando nos céus, e os nomearam de acordo com seus respectivos panteões.



Os gregos antigos os chamaram de PLANETAS (errantes/vagantes) e  cada planeta recebeu nomes dos seus deuses de acordo com ambas características.

Hélio/Apollo: O deus sol, personificação do próprio Sol, em muitos lugares esta personificação era o deus Apollo.

Selene: Personificação da Lua, irmã de Helio e de Eos (amanhecer)

Ares: O deus da guerra, filho de Zeus, tinha o sangue como sua cor, assim como o planeta, que é vermelho.

Hermes: O mensageiro dos deuses, muito veloz, assim como o planeta que é o mais rápido em sua translação.

Zeus: O deus dos deuses, o maior entre todos, assim como o planeta, dado seu tamanho.

Afrodite: Deusa da beleza, do amor, dentre os cinco errantes, o que mais brilha, o mais bonito recebeu o nome da deusa.

Cronos: O deus do tempo, pai de Zeus, dentre os cinco vagantes, um se movia tão lentamente que só os mais experientes observadores podiam lhe analisar.
(Cronos devorava seus filhos, metaforicamente é o que o tempo faz com as pessoas, lhes devoram, mesmo que lentamente, mas ninguém vence o tempo)



O Império Romano, o qual incorporou o panteão grego, somente mudando, na sua grande maioria, os nomes dos deuses, após alguns calendários, semanas de 8 dias, algumas confusões numéricas, estabeleceu  o calendário Juliano por volta do ano 46 d.C.


No latim ficou:


Dies Solis – Dia do Sol (Hélio/Apollo para os gregos)


Dies Lunae – Dia da Lua (Selene)

Dies Martis – Dia de Marte (Ares)

Dies Mercuri – Dia de Mercúrio (Hermes)

Dies Iovis – Dia de Júpiter (Zeus)

Dies Veneris – Dia de Vênus (Afrodite)

Dies Saturni – Dia de Saturno (cronos)

  

Sendo que os romanos iniciavam a semana no dia do deus Sol, que não era mais atribuído a Helius/Apollo, e sim ao deus Mitra (o deus sol invicto), e normalmente descansavam no ultimo dia, agradecendo a Saturno pelas boas colheitas.



Outros povos que lutavam contra o poder de Roma, atribuíram aos seus deuses locais os dias da semana, dos anglo-saxões que derivou a língua inglesa temos os deuses Vikings:



Obs: Saturno foi o único que permaneceu dos deuses romanos, pois (talvez), não existisse nenhum deus do tempo/agricultura correspondente na mitologia nórdica.

AS FEIRAS

Com a oficialização do Cristianismo como religião única, os latinos resolveram mudar alguns dias da semana, para que fizessem referência aos deuses Yeshua/YHWH, assim o dia de saturno virou Sabbath (o dia do descanso, do shabbath judeu), e o dia do Sol, mudaram para Dominica (dia do senhor), pois embora o sétimo dia fosse o do descanso bíblico, o culto ao deus mitra ainda incomodava a Igreja, e passaram a louvar e descansar no dia do senhor, para "limar" a concorrência, assim como sincretizaram as festividades em homenagem a mitra, passando a serem usadas em nome de Jesus/yeshua, como maior exemplo o Natal.



A "feiras" surgiram em Portugal no século IV, também para não fazer referência aos deuses pagãos, feria era um dia sagrado, apenas os dias da semana santa, nesses dias o comércio sempre aumentava, e por consequência acabaram sendo usados no ano todo, mas só Portugal. 


          

sábado, 18 de outubro de 2014

A IGNORÂNCIA É UMA BENÇÃO

VIVEMOS TEMPOS INTERESSANTES OU CONFLITANTES, SE POR UM LADO TEMOS MUITO ACESSO A INFORMAÇÃO, POR OUTRO, MAIS E MAIS PESSOAS SE ALIENAM, EXIMINDO SE DE TOMAR PARTIDO, DE TER UMA OPINIÃO FORMADA, DE BUSCAR CONHECIMENTO, SAIR DO SENSO COMUM....
 
O CONHECIMENTO É LIBERTADOR, MAS TAMBÉM CAUSA DIVERSOS ABORRECIMENTOS, VOCÊ NÃO ACEITA MAIS SER ENGANADO, QUER SEJA POR SUPERSTIÇÕES, QUER SEJA POR PESSOAS, JORNAIS, TELEVISÃO, EINSTEIN DIZIA QUE UMA MENTE EXPANDIDA PELO CONHECIMENTO JAMAIS RETORNA AO SEU TAMANHO ORIGINAL, E COM ISSO ACABA ARRUMANDO DIVERSOS CONFLITOS, INTERNOS E EXTERNOS.
“Toda verdade passa por três estágios.
No primeiro, ela é ridicularizada.
No segundo, é rejeitada com violência.
No terceiro, é aceita como evidente por si própria.”
 Arthur Schopenhauer
 
ENTRETANTO, SE ABSTER DE SE APROFUNDAR EM QUAISQUER RAMO DO CONHECIMENTO, PODE TE FAZER MAIS FELIZ, UM GRANDE EXEMPLO É O POVO BRASILEIRO, QUE É CONSIDERADO UM PITORESCO, ALEGRE, RECEPTIVO, MAS NO FUNDO, NO FUNDO É CONSIDERADO PELO MUNDO AFORA, UM POVO IGNORANTE, INGÊNUO...POR PIOR QUE ESTEJA O PAIS, POR MAIS QUE A PESSOAS TENHA PROBLEMA, FALTE ATÉ COMIDA EM SUA MESA, CHEGANDO O CARNAVAL O PAIS PARA, PRA COMPLETAR O "PÃO E CIRCO", TEM FUTEBOL E NOVELA....
 
MULTIDÕES BRIGAM PELOS SEUS TIMES, MAS NÃO LEMBRAM EM QUEM VOTARAM NA ULTIMA ELEIÇÃO....
        O QUE ACONTECERIA AO PAIS SE O POVO GOSTASSE TANTO DE POLÍTICA QUANTO DE FUTEBOL?

POR ISSO A FAMOSA FRASE “A IGNORÂNCIA É UMA BENÇÃO”, A GRANDE MAIORIA DAS PESSOAS ACHA SUFICIENTE SOMENTE EXISTIR, TRABALHAR, NÃO SE ENVOLVER EM POLÊMICAS, FREQUENTAR ALGUMA IGREJA (CRISTÃ). E ENGANA-SE QUEM ACHA QUE TAL COMPORTAMENTO É COISA DE POBRE, LEDO ENGANO, A IGNORÂNCIA NÃO ESCOLHE, NEM FAZ DISTINÇÃO, ESTA PRESENTE EM TODAS AS CLASSES SOCIAIS...
 

 E NESSES TEMPOS DE REDES SOCIAIS, CONECTANDO TODO O MUNDO, LITERALMENTE FICA MAIS LATENTE O QUÃO IGNORANTE É O POVO, NOTICIAS FALSAS, MATÉRIAS JORNALISTICAS PAGAS, QUE O FACEBOOK DOARÁ VALOR EM DINHEIRO POR X COMPARTILHAMENTO, LUGAR ONDE BOATOS E BOBAGENS VIRAM “VIRAIS”
 

UMA FERRAMENTA INTERESSANTE PARA SE COMPARTILHAR O CONHECIMENTO OU BUSCA-LO, SERVE PARA A GRANDE MAIORIA DAS PESSOAS SOMENTE PARA FUTILIDADES.
 

  A IGNORÂNCIA É USADA TAMBÉM PELA GRANDE MAIORIA DAS RELIGIÕES, ONDE QUESTIONAMENTOS NÃO SÃO BEM VINDOS, EM OUTRORA, TORTURAS, FOGUEIRAS, MUTILAÇÕES, ERAM OS TRATAMENTOS DISPENSADOS AOS QUESTIONADORES, ROTULADOS COMO HEREGES.


NA BÍBLIA JUDAICA-CRISTÃ, ADÃO E EVA SÓ FORAM PROIBIDOS DE COMER DA ÁRVORE DO CONHECIMENTO, POIS OS ESCRITORES DO GÊNESES JÁ SABIAM QUE O CONHECIMENTO É PERIGOSO. VEMOS ISSO ATUALMENTE NOS FANATISMOS RELIGIOSOS PELO MUNDO, OU TAMBÉM NOS LIDERES RELIGIOSOS QUE FICAM CADA VEZ MAIS RICOS, ENQUANTO FIÉIS CADA VEZ MAIS POBRES.
 

 OUTRO GRANDE EXEMPLO, UM PROFESSOR ESTUDA, ESTUDA, FAZ GRADUAÇÃO, DOUTORADO, E NÃO É RECONHECIDO, OUTRA PESSOA COM POUCO OU NENHUMA ESCOLARIDADE FAZ UM REFRÃO “CHICLETE”, COLOCA DUAS DANÇARINAS DE SHORTINHO, PRONTO, GANHA MILHÕES, FÃS, RECONHECIMENTO, VIRA ARTISTA,
 
 OU SIMPLESMENTE PARTICIPA DE UM REALITY SHOW, FICA FAMOSO, GANHA MUITO DINHEIRO, É CHAMADO ATÉ DE HERÓI...E OS TELESPECTADORES APLAUDEM, NÃO FAZENDO A MENOR IDEIA DE QUE O BIG BROTHER, NÃO É NADA ATUAL, É NA VERDADE UM SISTEMA DE VIGILÂNCIA E DITADURA, NA FICÇÃO ESCRITA EM 1948 POR GEORGE ORWELL, NO LIVRO 1984, MÁS QUEM LIGA?
 
ESSES DETALHES DO COTIDIANO, CORROBORAM PARA SE CHEGAR A UMA CONCLUSÃO: SE A IGNORÂNCIA É UMA BENÇÃO, O CONHECIMENTO É UMA MALDIÇÃO, POIS DIVERSOS FATOS GERAM QUESTIONAMENTOS, REFLEXÕES, INDIGNAÇÕES, REVOLTAS, ESTRESSE...
 
EM CONTRAPARTIDA, A ESCURIDÃO DO FUNDO DA CAVERNA (A IGNORÂNCIA), O MEDO DO NOVO, OS DOGMAS, GERAM UM POVO CONTENTE, FELIZ, “SEM PROBLEMAS”, A ALIENAÇÃO PROMOVE ISSO, POR ISSO OS GOVERNANTES SE EMPENHAM TANTO EM DISSEMINAR UMA PÉSSIMA EDUCAÇÃO AO POVO, GERANDO "ÓTIMOS" ELEITORES, QUE REELEGEM SEMPRE OS MESMOS GOVERNANTES QUE OS DEIXAM ALIENADOS, MAS ISSO NÃO IMPORTA O QUE IMPORTA MESMO AO POVO ESTA COMO DIRIA O REFRÃO DA MÚSICA...

MORO NUM PAIS TROPICAL, ABENÇOADO POR DEUS E BONITO POR NATUREZA, EM FEVEREIRO, EM FEVEREIRO TEM CARNAVA, TEM CARNAVAL....
 
  

sábado, 8 de fevereiro de 2014

A SERVIDÃO MODERNA


Para sustentar os famosos avanços tecnológicos, a maravilha da chamada globalização, que teoricamente traria um substancial aumento na qualidade de vida das pessoas, temos um paradoxo em nome da modernidade em que vivemos, perdemos a noção de direitos, de tempo, de valores e também sobre o que viria a ser uma boa qualidade de vida, a quem exatamente toda essa modernidade atinge e a quem ela beneficia?

Vivemos em tempos de contradições, sabemos cada vez mais sobre benefícios de uma boa alimentação, temos abundância de alimentos, acesso infinito a diversos tipos de mídia de comunicação, encurtamos as distâncias entre os continentes, entre os países, entre as cidades, entre as pessoas, sabemos dos benefícios de uma vida não sedentária, de esportes, do lazer, o conforto e a facilidade das novas tecnologias más....


SÓ OS SUPERMERCADOS BRASILEIROS JOGAM FORAM 13 MILHÕES DE TONELADAS DE ALIMENTOS POR ANO
Ao mesmo tempo nos alimentamos cada vez pior, comidas enlatadas, excesso de condimentos, alimentos com baixo valor nutritivo, com toda essa comunicação está se perdendo o contato “olho no olho”, dada a o ritmo frenético de nossas vidas modernas, as exigências sobre acelerar a produção, temos a percepção de que os anos estão “voando”, nossas refeições levam alguns minutos somente, queremos ganhar tempo, tempo para que exatamente não sabemos
 O sedentarismo, a obesidade, também em contradição com a fome que atinge milhões de pessoas, a escassez de alimentos, não só em lugares distantes confins da África, más sim em cidades ricas, estados ricos...Pra onde vai nosso mundo?
 
Há algumas décadas a conscientização política, mesmo em regiões rurais, fazia com que o povo ao menor sinal de desrespeito a seus direitos, ameaça de sua liberdade, escassez de alimentos, despertasse um sentimento de revolta, de levante as injustiças...
 
Eis que atualmente, parece que se perdeu esse senso, estamos diante de legiões de escravos, que não se deram conta da sua condição, ou preferem não enxergar a verdade, e isso dificulta, e muito, liberta-los, pois, não se pode libertar quem não sabe que é escravo (MITO CAVERNA), ou pior aquele que venera suas correntes e seu algoz.
 Ao contrário dos escravos da antiguidade, dos servos da idade média, ou dos primeiros operários das primeiras revoluções industriais, os escravos modernos deixam-se conduzir pelos interesses da classe dominante, das elites, aristocracias, plutocracias, teocracias...O lema atual é OBEDECER, PRODUZIR E CONSUMIR.
  
A riqueza que hoje se produz também se contrapõe a miséria dos explorados que sustentam uma minoria dominante, pesquisas apontam que menos de 1% da população mundial detém mais de 40% da riqueza global.
A ganância de poucos para que se produza sempre mais e mais, acaba por transformar o mundo numa grande fábrica, que produz para poucos consumirem.
DEZ EMPRESAS CONTROLAM QUASE TODO O CONSUMO MUNDIAL
O mais impressionante nesse bizarro contexto, é a passividade dos povos, da classe exploradas, dos escravos modernos, como exemplo maior é o ambiente onde moram as massas de trabalhadores, assemelham-se a prisões, cavernas, jaulas, cubículos onde residem com suas famílias, mas diferentemente de prisioneiros e escravos, o explorando ainda tem que pagar por sua jaula.

Mais especificamente no Brasil, o país dos inversos, das contradições, dos extremos, todo esses argumentos supra citados, vem somados por um crescente processo de banalização da educação, alienação política, frente a engodos, uma espécie moderna da política do pão e circo romano, temos por aqui: carnaval, futebol e novela (programas de TV em geral).
 
Nos 21 anos de ditadura militar, esse processo foi se construindo, pois de uma sociedade (mesmo que em uma minoria alfabetizada) com consciência política, escola pública de qualidade, era muito perigoso para o regime de exceção que vigorava, eis que a figura do professor, até então com status elevado, foi se desfazendo, seu salário não acompanhando a inflação, e suas condições de trabalho sem a devida estrutura.
 
E mesmo com a redemocratização, quem assumiu o poder percebeu que um povo alienado é mais servil, mais conformado, e altamente manipulável...Não só para interesses nacionais, bem como de nações como os EUA.
 
 Ao mesmo tempo com a massificação das mídias, é difundido que só há felicidade no consumo, adquirir produtos, o consumismo nos faz querer ser o que não somos, comprar o que não precisamos, para impressionar a quem não conhecemos, e tentarmos ser o que não somos...você é o que você tem, o que você veste, um mundo de aparecias.
 
Também nos foi transmitido valores errôneos, os brasileiros na sua maioria, conhecem mais de futebol do que de seus próprios direitos constitucionais, sabem tudo da novela, do reality show, más não exigem seus direitos num supermercado, num banco, numa delegacia, ou no próprio estádio de futebol, onde são tratados como gado, e mesmo assim veneram suas correntes...
Na revolução francesa, a fagulha que acendeu todo o levante do dia 14 de julho de 1789, foi o aumento do produto principal da alimentação francesa, o pão.
 
No período conhecido como Inconfidência Mineira os brasileiros que encontravam ouro deviam pagar o quinto, ou seja, vinte por cento de todo ouro encontrado acabava nos cofres portugueses.
 
Atualmente no Brasil, trabalhamos em média cinco meses do ano somente para pagar os impostos, que são em média 50%, 30% a mais do que os portugueses quando da exploração do ouro no período colonial...e ninguém se rebela...nada acontece.
 O pior problema nem são os impostos, e sim o retorno que temos para com o que foi pago, além disso temos que pagar tudo em dobro, pois os serviços públicos são precários, ai vem escola particular, plano de saúde, segurança, etc.
 
Somada a essa exploração, ainda temos que compactuar com os exorbitantes lucros dos grandes empresários, quer seja no setor automobilístico, agrário, bancário, dos importados, construção civil, onde o mesmo produto fabricado por aqui, e exportado, ainda assim, lá fora é vendido muito mais barato do que pro mercado nacional...




Toda essa exploração, a condição análoga à escravidão, há algumas décadas, certamente já teria ocorrido uma revolta, uma revolução, uma guerra civil, más devido aos anos e anos de alienação, de inversão de valores, estamos passivos admirando e louvando nossas correntes, quer sejam políticas, quer sejam religiosas...
 
 Depois do exposto fica a grande dúvida:

Trabalhamos para viver ou vivemos para trabalhar?
 
Somos livres escolhemos nossos governantes ou na verdade somos escravos, e tanto faz um ditador, um rei, um presidente, a direita, a esquerda, pois sempre serviremos a um senhor, e nada nem ninguém conseguirá mudar nossa sociedade mercantilista capitalista?